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O copo caiu!

6 de fevereiro de 2014
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Toda vez que ouço algo parecido com essa afirmação, não tem como não dar asas ao meu cérebro imaginativo (nos moldes do Fantástico Mundo de Bob) e imaginar a cena:

Família reunida à mesa, almoço de domingo, todos rindo de alguém que cometeu uma gafe, crianças agitadas, fazendo a maior algazarra enquanto a mãe tenta evitar que se matem e ao mesmo tempo não deixar que elas dêem boa parte da comida que está no prato para o cachorro embaixo da mesa.

O pai já na terceira ou quarta cerveja, ri de tudo que acontece. A sogra não para de falar o quanto avisou à filha que não deveria ter se casado com “esse traste” mas já que casou, que não tivesse 5 filhos. A mulher, que (por opção ou falta dela) deixou o trabalho que tinha para se dedicar à família está morta após 4 horas exaustivas na cozinha, só pensa nas 3 que virão depois que finalmente conseguir terminar a refeição.

Cansados dessa zona, garfo e colher em cima da mesa se olham e, sem dizer uma palavra, chegam à mesma conclusão: Vamos fujir?!?!?!

Resolvem então levantar-se e se põem a correr em direção à borda da mesa até que,  ao chegar ao limite, se atiram no abismo que os separam do chão e milisegundos depois estão lá, esticados, inertes.

Aí sim o Joãozinho (se toda a fábula que contei acima fosse verdade) teria propriedade para afirmar que : OS TALHERES CAÍRAM!

Fotografia Still por Armando Vernaglia Jr

Fotografia Still por Armando Vernaglia Jr

A grande verdade gente, é que: copos são derrubados, talheres são jogados no chão, eles não caem!

E o que muda com isso? TUDO!

Mesas não entram na frente do seu pé! Você é que joga o mindinho bem na direção dela!

Se extrapolamos isso para a nossa vida em geral, para o nosso trabalho e vida pessoal, vocês verão que há ainda mais exemplos relacionados.

Infelizmente, hoje em dia, as crianças são condicionadas desde cedo a pensarem que o universo conspira para sabotá-las.

Não é incomum uma mãe bater na mesa de centro porque “ela machucou seu filho”. – Mesa feia! Diz ela batendo na mesa na frente da criança enquanto a consola, crente que está ajudando quando ao invés disso, dá um recado perigosíssimo na formação de personalidade do filho.

Na minha época (e toda vez que escrevo essa frase eu sinto o peso da idade chegando forte…rs…) quando chegávamos em casa com um bilhete de que a professora queria falar com nossos pais, eles perguntavam: Menino! O que vc aprontou hein?!?!

Hoje em dia, infelizmente, há uma massa de pessoas que pensam: Quem essa professora pensa que é pra querer me dizer que meu filho tem um problema?

Pensando no nosso cliente, invariavelmente nos pegamos emputecidos quando eles não fecham um contrato depois de dias negociando, quando resolvem cancelar um trabalho já em cima da hora, ou ainda quando saem com a máxima: “Ah, mas eu tinha entendido que …”

As perguntas que eu deixo prá todos nós é:

– O que nós fizemos (ou deixamos de fazer) para que ele não fechasse?
– O que faltou fazer para que, mesmo que ele resolva cancelar, essa decisão não seja um problema prá nós?
– Quanto estamos investindo nossa energia para que orçamentos, contratos, e-mails e informações em geral sejam trocadas com nossos interlocutores com o menor nível de ruído possível?

Em resumo: quanto você se sente responsável pelo sucesso ou insucesso das suas iniciativas?

Você tem poder de fazê-las bem sucedidas e não o universo, as outras pessoas. Se você decidir tomar posse disso, os outros poderão interferir muito pouco no seu sucesso!

Até a próxima!

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