Papo de Fotógrafo Podcast

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Papo de Fotografo #79

Histórias de uma rodovia!

9 de fevereiro de 2015
Renato de Lucena

Olá pessoal,

Sempre falamos de fotografia, ressaltamos que ela é capaz de contar histórias. E hoje, nosso bate-papo vai falar exatamente sobre algumas histórias que passam todos os dias em um posto da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília, no Distrito Federal.

Nosso convidado é o Renato de Lucena, um policial rodoviário federal, que comprou uma câmera para registrar a esposa grávida, mas que no dia-a-dia do seu trabalho poderia fazer algo diferente. Com a câmera na mão, resolveu registrar alguns personagens (andarilhos) que passavam pelo posto policial e pelas rodovias em que fazia patrulha. E, ao contrário do que mostram os telejornais, existem muitas outras histórias que passam por nossas estradas, do que só imprudências, acidentes e tragédias.

As imagens viraram a exposição “Personagens da Rodovia”, matéria no Fantástico, entrevista com a Fátima Bernardes, e claro, um bate-papo com a gente.

Quer conhecer um pouco mais dessa história? É só dar play!

Renato de Lucena

“André Cordeiro, andarilho. Nascido em Belém- PA, disse ter 27 anos, apesar de nascido em 1974. Saiu de casa e começou a andar com 10 anos de idade, a procura de trabalho, pois sua família era muito pobre e passavam por necessidades. Figura curiosa, falava de si na terceira pessoa, remetendo às entrevistas do ex-jogador Romário quando ainda em atividade. Fazendo uma reflexão sobre dinheiro disse: “Pra quem tem é bom, mas pra quem não tem, vai sofrer pra caramba”.”

Renato de Lucena

“Gisele Fátima da Silva, 54 anos, andarilha. Disse ter nascido num município chamado Boa Esperança no Estado do Rio de Janeiro, entretanto, ao pesquisar, não encontrei tal cidade.

Sobrevivia vendendo o artesanato que fazia, em 1982, já com três crianças e grávida de mais uma, decidiu tentar a sorte em Brasília-DF. Deixou o único filho homem (gêmeo de uma das meninas) com uma família adotiva e viajou com duas filhas e uma na barriga.

Morou por vários anos em uma passagem de pedestres subterrânea na Asa Norte e sobrevivia vendendo seu artesanato e contando com a ajuda dos moradores dos prédios próximos. Em 1988 foi embora de Brasília-DF, deixou as crianças com as famílias dos pais (somente a mais nova era de um pai diferente) e começou a andar. Perdeu contato desde então. Certa vez, quando a filha mais nova tinha 14 anos, rondou a casa do pai e a viu chegando da escola. A filha, ao vê-la, perguntou se era sua mãe, Gisele disse que negou por não querer que a menina a visse nas condições em que se encontrava e foi embora.”

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Entrevistas: Fantástico, Encontro

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