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Quatro melhorias que todo usuário de Fuji X aguarda

19 de outubro de 2015
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Lançado em 2010 com a clássica X100, em cinco anos a Fuji conseguiu consolidar seu sistema de câmeras no mercado de forma sólida e competir de frente com as já tradicionais Nikon e Canon. Entretanto, o sistema está longe de ser perfeito, e por isso eu compilei essa lista, com as quatro maiores reclamações de todo x-shooter – e o que a Fuji pode fazer para melhorar:

1) Melhorar a capacidade de suas baterias

É o ritual de iniciação: a pessoa vai na loja toda feliz comprar sua primeira Fuji X, e aí pergunta o que ela deveria comprar de extra. É quase que unanimidade: todo amigo fotógrafo vai dizer ‘compre mais baterias.’ Todo sistema tem um calcanhar de aquiles, e o da Fuji aparentemente é a bateria: as reclamações vão desde curta duração, passando pelas câmeras não mostrando o nível correto de carga da bateria até uma certa inconsistência no tanto que a bateria dura (ou deveria durar).

A Fuji tem consciência disso – tanto que a X-T1 foi a primeira câmera da linha X a receber um battery grip – mas ela poderia sanar a questão de uma forma mais simples: coloca uma bateria maior. Vocês já aumentaram o tamanho das objetivas, ninguém vai ligar se as próximas baterias também forem um pouco maiores – desde que elas durem mais que 2 horas, tá lindo.

2) Abraçar (com vontade) as funções de vídeo

Não adianta: a Fuji parece empurrar a função de vídeo apenas para dizer que tem. Você conhece alguém que trabalhe com vídeo e use câmeras da Fuji para tal? Não? Isso acontece porque ninguém é louco para tal. Não se trata apenas de resolução: os arquivos de vídeo da Fuji sofrem uma compactação estranha, que mesmo em 1080p não tem a qualidade oferecida por uma câmera de entrada da Canon ou Nikon. Por mais que os equipamentos sejam ótimos para a captura de stills, vídeo é uma realidade muito grande para ser ignorada pela Fuji – e a grande maioria dos fotógrafos não quer manter dois sistemas para algo que eventualmente eles usam. E os problemas não param por ai: as configurações para vídeo são confusas, e as câmeras não possuem nem um botão dedicado para tal!

É óbvio que ninguém espera que a Fuji entre no mercado consumidor de vídeo da noite para o dia, mas ela poderia se interessar um pouquinho mais por essa função que, querendo ou não, tem muita influência sobre o consumidor no momento de adquirir um equipamento novo.

3) Aprimorar seu modo de múltipla exposição

A Nikon D90, lançada em 2008, tem capacidade de fazer múltiplas exposições e gravar as imagens individuais em RAW, além do resultado final também em RAW. Não só isso, afinal ela faz até 9 exposições na mesma imagem. A Canon chegou atrasada, mas em 2012, com a 5D Mk III, também incluiu essa função, com a mesma possibilidade de gravar em RAW tanto as imagens separadas quanto a imagem final, e até 9 exposições. Faz algum sentido, em 2014, a Fuji X-T1 ter um modo de múltipla exposição que só deixa fazer duplas exposições em JPG e não grava as imagens individuais? Não, né?

4) Implementar um sistema de objetivas com controle de perspectiva (ou tilt-shift)

Certa vez um fotógrafo de arquitetura e interiores me disse que o motivo pelo qual ele não trocava a Canon por outro sistema era a falta de objetivas tilt-shift. Para quem não sabe, objetivas tilt-shift (ou de controle de perspectiva, caso você use Nikon) são objetivas específicas para corrigir ângulos e pontos focais – e elas são tão interessantes que valem um artigo exclusivo para explicar como funcionam. O ponto aqui é: os fotógrafos mais experientes usam objetivas tilt-shift para coisas além de criar efeito miniatura, e a Fuji, sem oferecer uma alternativa, acaba afastando possíveis usuários.

Assim como é o caso de vídeo, ninguém aqui está pedindo uma solução completa da noite para o dia. Mas não sei, talvez lançar uma 30mm (equivalente a 45mm), seguida de uma 16mm (equivalente a 24mm) e uma 60mm (equivalente a 90mm), todas tilt-shift, atrairia uma grande gama de usuários para o sistema. E quanto ao preço, não se preocupe: se essas objetivas custassem entre USD1.400 e USD2.200, elas venderiam do mesmo jeito – a ideia aqui  não é vender em quantidade, e sim atender um uso bem específico.