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Inovação e Negócios

Design Thinking – Valores!

19 de abril de 2016

DT – artigo 2 (tempo de leitura: 4 a 5 minutos)

O poder transformador do Design Thinking está fundamentado e diretamente relacionado com a compreensão e a incorporação de seus valores por todos os envolvidos nos processos de inovação. Por ser um processo não-linear e não-cartesiano, o Design Thinking só gera resultados inovadores e transformadores quando as mudanças acontecem de dentro para fora, em cada um de nós. Para tornar o mundo um lugar melhor para todos é necessário, fundamentalmente, que nos tornemos pessoas melhores, com uma visão de mundo mais plural e mais empática.

Não há Design Thinking se não houver mudança no seu modelo mental e na sua forma de se relacionar com as outras pessoas. O processo em si, por melhor que seja, não consegue gerar resultados significativos sem que os envolvidos nos desafios de inovação deixem os seu egos de lado e invistam na construção coletiva da solução.

Por isso, para mim, é que conhecer, compreender e, principalmente, incorporar verdadeiramente os Valores do Design Thinking é o que faz com que esta abordagem se diferencie de outras ferramentas de inovação.

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EMPATIA

Na minha opinião a empatia é o mais importante, o mais poderoso e, também, o mais difícil valor do design thinking!

Empatia é nada mais nada menos do que a capacidade de se colocar no lugar no outro.

Para mudar os outros é preciso mudar, antes de mais nada, a forma com que enxergamos e nos relacionamos com o mundo e com quem estamos conectados.

Por exemplo: em uma situação em que o desafio é de melhorar a experiência para deficientes visuais em suas visitas ao supermercado, precisamos viver, efetivamente, as dificuldades de locomoção e de acesso aos produtos no interior das lojas para quem tem limitações de visão.

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É preciso deixar de lado pressupostos, pontos de vista, preconceitos e se projetar em contextos que não são seus, são dos outros, mas que você precisa compreender para se aproximar da realidade de quem o cerca.

Enfim, empatia é “calçar os sapatos dos outros”!

COLABORAÇÃO

Grande parte do poder transformador do Design Thinking está na colaboração entre os participantes dos processos de criação e de inovação.

Pensar de forma conjunta e multidisciplinar, co-criar, ou criar a partir das ideias dos outros, é fundamental para que o nosso olhar, o nosso pensamento e a nossa capacidade de entendimento se multiplique de forma exponencial.

“Quanto mais conexões, mais ideias. E quanto mais ideias, mais soluções” [Alan George Lafley – Presidente da P&G].

O fato é que: “A inteligência do grupo sempre supera o mais inteligente do grupo”.

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EXPERIMENTAÇÃO

Saia do campo das ideias e aprenda construindo as soluções. Materialize a sua ideia para poder testá-la, de forma rápida e barata, para evitar problemas e prejuízos durante a implementação.

Faça protótipos de baixa fidelidade e com custos mínimos para apresentar as suas ideias de forma mais tangível aos stakeholders* de seu negócio.

O ganho de aprendizado é surpreendentemente superior quando a experimentação integra os processos de inovação desde o princípio.

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E o que isso tem a ver com a fotografia? Tudo!

A fotografia precisa se renovar, se transformar e se reinventar para a sobrevivência do próprio mercado. E o Design Thinking se apresenta como uma das mais poderosas ferramentas de inovação e que pode transformar o cenário do mercado fotográfico brasileiro e mundial, de dentro para fora, a partir dos próprios fotógrafos.

Acompanhe os próximos artigos sobre Design Thinking para entender o que vem por aí.

Para quem não leu o artigo 1 desta serie DT, ele está disponível neste link: Design Thinking – Que movimento é este?

Abraços a todos,

Paulo Bettio
Publicitário, Empreendedor e Design Thinker

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Referências:

. Tool kit Design Thinking – Escola de Design Thinking – Echos Laboratório de Inovação

. Fotos realizados durante o curso “Imersão em Design Thinking – T07”, da Escola de Design Thinking, em São Paulo

* Stakeholders – são os públicos estratégicos que sustentam o seu negócio. Os stakeholders de um negócio de fotografia são, por exemplo, os clientes, as encadernadoras, os fornecedores de equipamentos, os fornecedores de acessórios, os parceiros, etc.

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