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Projetos Autorais

Ciclos do Feminino – O projeto!

12 de maio de 2016
GraziVentura

Um documentário fotográfico sobre os Ciclos do Feminino.

O projeto #ciclosdofeminino se propõe a documentar através de fotografias um dia inteiro de uma mulher representante de cada um dos ciclos vividos por nós mulheres desde a infância até a maturidade. Mais do que um projeto fotográfico ele é um projeto de Storytelling sobre a essência feminina que vive com tanta peculiaridade e intensidade cada uma de suas fases.

Não são ensaios, não tem direção nem produção, são documentários contadores de histórias que carregam em si, naturalmente, o poder de revi(VER).

Serão 7 mulheres, 7 dias, 7 ciclos.

Além das fotos serão produzidos vídeos e entrevistas com o intuito de gerar conteúdo, discussões e reflexões sobre o tema exposto a principio em um blog “ciclos do feminino” dentro do meu próprio site www.graziventura.com.br.

A proposta é fotografar 1 mulher a cada 2 meses e finalizar o projeto em Março de 2017 quando acontecerá a próxima Feira Fotografar.

Como representante da infância a “musa” é minha filha de 7 anos que será fotografada durante todo o ano, foi ela a grande geradora desta essência dentro de mim. As demais mulheres serão descobertas no decorrer do projeto.

Em um mundo onde mulheres buscam seu lugar e seu empoderamento, o projeto é acima de tudo um convite visual ao auto-conhecimento.

“Nós mulheres trazemos em nosso DNA o poder da cura e transmutação. Somos alquimistas por natureza. Manejamos energia. Fomos desenhadas para empreender e desemaranhar sombras, esclarecendo o que estava obscurecido. Nossa montanha russa afetiva nos dá repertório e confiança para mergulhar nos meandros mais profundos do ser e restaurar o que pede para ser honrado. Uma mulher inteira, íntegra e autorizada tem uma ligação íntima com ciclos: sabe que não há morte, só mudança. É testemunha da sabedoria ancestral que nos acompanha na jornada continua para dentro e fora do fim e começo.” – Mariana Cogswell

Fotografia: Grazi Ventura. Descrição da imagem: Uma mulher grávida seca seu cabelo no banheiro, enquanto o homem (marido) arruma (organiza) a sala.

Fotografia: Grazi Ventura. Descrição da imagem: Uma mulher grávida seca seu cabelo no banheiro, enquanto o homem (marido) arruma (organiza) a sala.

A história por trás das lentes

Há sete anos atrás duas coisas mudaram a minha vida para sempre: a maternidade e a mudança para uma profissão conectada ao meu coração. Comecei, mesmo que sem saber, uma intensa jornada em direção ao meu centro, acessando valores e características muito intensas e femininas dentro de mim. Minha vida e profissão se misturaram e logo em meus primeiros projetos fotográficos o universo feminino esteve sempre muito presente.

De lá pra cá venho fotografando mulheres em diferentes fases de sua vida. E durante este tempo percebi através das minhas lentes que cada uma delas, naquele momento vivia um ciclo peculiar. Com o tempo passei a olhar para a minha própria vida e a das mulheres importantes ao meu redor e comecei a vivenciar não somente como observadora mas também como participante ativa de um ciclo.

Somos o que podemos ser neste exato momento. E neste momento contamos uma história. E, a partir da hora que nos aceitamos como serem mutantes e agentes ativos da nossa própria história não só nos permitimos vivenciar plenamente cada ciclo da vida mas passamos a aceitar que tudo muda e se renova a cada instante. E minhas lentes querem documentar cada um desses instantes enquanto eles ainda estão vivos e ativos dentro de nós.

Fotografia: Grazi Ventura. Descrição da imagem: A família, incluindo o irmão mais novo, estão na janela da sala de cirurgia olhando e conhecendo o mais novo membro da família (o bebê) nas mãos do médico.

Fotografia: Grazi Ventura. Descrição da imagem: A família, incluindo o irmão mais novo, estão na janela da sala de cirurgia olhando e conhecendo o mais novo membro da família (o bebê) nas mãos do médico.

Os Ciclos

Dizem que nossa vida transcorre de 7 em 7 anos. Minha inspiração fotográfica veio de algumas leituras que tive e darão o tom e norte para meus documentos.

0 anos 21 anos é a fase do APRENDER.

Até os 7 ganhamos a consciência do EU, aprendemos a andar e falar pensar. Vemos um mundo muito bom onde tudo queremos imitar e com tudo brincar. A família como centro do mundo. Dos 7 aos 14 começa a vivência do Eu e a escola vira o centro de tudo. Dos 14 aos 21 desenvolvemos o idealismo e o sentido crítico. O mundo torna-se mais verdadeiro e os ídolos presentes. Nossos amigos nos representam e nossa identidade começa a nascer busca por uma identidade.

21 aos 42 a fase de LUTAR.

Relacionado com a auto-afirmação e auto-educação. Dos 21 aos 28 anos – desenvolvemos nossas primeiras habilidades técnicas e passamos a representar alguns papéis na sociedade. Buscamos um lugar no mundo mas ainda nos preocupamos sobre “o que os outros vão pensar de mim”? Acreditamos no grande e único amor e nos identificamos fortemente com o ideal do casamento e construção de uma família. Nos identificamos com nosso corpo como canal de sedução e conquista de um lugar dentro do feminino. Dos 28 aos 35 acontece o amadurecimento psíquico e físico. Nos tornamos mães e portanto conquistamos nossa identidade máxima dentro dos ciclos do feminino. O processo da gestação, entendido como sendo um ciclo separado da maternidade em si, é altamente transformador para uma mulher. Passamos a posar como tal e ao fim damos início a um processo de auto-questionamento, crítica e da ordem das coisas na sociedade. “quem sou eu?”. Dos 35 os 42 – consolida-se a fase auto-consciência “quem sou eu? meus valores? o que é importante pra mim? quais são meus limites? o que eu aceito ou não?”. Desenvolvemos nossas habilidades sociais e passamos a sedimentar nossa vida profissional.

42 aos 63 a fase de TORNAR-SE SABIO

Relacionado com o auto-desenvolvimento. Dos 42 aos 49 anos – amadurecemos nossa capacidade de realizar, temos mais presença de espírito e fazemos o que nos é essencial. A mulher passa a dividir com mais balanço sua vida pessoal / profissional com a maternidade e se destaca em suas carreiras e projetos. Ela passa a liberar o pensar. Fase artística. Dos 49 aos 63 anos alcançamos nossa maturidade espiritual. Passamos a dar valor a beleza interior e aos uso inteligente da nossa energia. Liberação do sentir e no final do nosso querer. O que eu quero fazer, eu quero fazer bem. Idealização do passado e aumento da força interior. Fase mística. 63 anos em diante passamos para o ciclo da Serenidade. Nós toma lugar do eu. Anciã. Fase da Luz.

Fotografia: Grazi Ventura. Descrição da Imagem: Uma mulher grávida, acendendo uma vela para sua oração e ao seu lado um quadro com a imagem de Jesus Cristo.

Fotografia: Grazi Ventura. Descrição da Imagem: Uma mulher grávida, acendendo uma vela para sua oração e ao seu lado um quadro com a imagem de Jesus Cristo.

Fontes inspiradoras

Mariana Cogswell: Coach Curadora e responsável pelo TeDxDaLuz e fundadora do projeto Plano Feminino. “Temos o potencial de formar redes gigantescas de apoio mútuo. Essa é a real natureza feminina”. http://www.mercadoetico.com.br/mulheresustentabilidade/nt_html/fb_2459.html

Renato DPaula: Fotógrafo documental de famílias. “Quando os pais não estiverem mais aqui, quais as fotos que os filhos vão querer ter de lembrança?”

Livro: “O Espírito Transformador” de Jair Moggi, consultor e antroposófico; traz uma abordagem de Rudolf Steiner sobre as fases do desenvolvimento humano.

Antroposofia “antrop(o)”, “homem” + “sof(o)”, “sábio” + “ia”, “qualidade, estado, profissão” – é uma doutrina filosófica e mística fundada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925).Segundo Steiner, a antroposofia é a “ciência espiritual”. Ele a apresenta como um caminho em busca da verdade que preenche o abismo historicamente criado desde a escolástica entre fé e ciência. Na visão de Steiner, a realidade é essencialmente espiritual: ele queria ajudar as pessoas a superar o mundo material e entender o mundo espiritual através do eu espiritual, de nível superior. Segundo Steiner, há um tipo de percepção espiritual que opera de forma independente do corpo e dos sentidos corporais.