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Wedding Brasil

Antes do sim: O que você precisa saber para fazer um casamento documental

30 de maio de 2019

Roberta Tavares palestrou no Palco Wedding e mostrou referências da fotografia documental e como aplicar a fotografia documental na fotografia de casamento com referências de fotógrafos de casamento.

Roberta começou a palestra com a frase de David Alan Harvey que tem como tradução “É muito trabalho viver a vida que se quer viver, mas o que estou fazendo para isso”.

Com isso, ela discutiu ela debateu sobre referências e da importância delas como a pintura, literatura, cinema, filosofia e antroposofia para ativar a imaginação. Os pintores são as principais referências para a fotografia documental pois tem um grande potencial estético para a fotografia.

Para Roberta, compare sempre imagens de pinturas com a fotografia. Estude arte, ative o imaginário, seja impactante. Entenda o imaginário do artista que você está vendo e seu próprio imaginário, ele precisa ser alimentado e estocado.

Outra lição que Roberta ensinou é a frase de Thomas Dwarzak, “Você precisa entender de onde vem a fotografia e aonde ela está levando, senão você estará perdido”. Com isso, ela falou da importância de se ter informação pois “informação é conhecimento, conhecimento é confiança e confiança é poder”. Adquira conhecimento sempre.

Tenha sempre em mente a temporalidade, pois é imortal. A imortalidade que ela disse, são questões políticas do passado que sempre são discutidas até hoje e as imagens se fazem documentos.

Segundo Roberta, realidade existem várias e é diferente de verdade, pois verdade só existe uma. As coisas mudam, mas os sentimentos são para sempre.

Outra lição foi sobre a questão do time. Segundo Roberta, o time gera uma agonia da espera da foto espetacular. Por isso, esteja preparado sempre.

A quinta lição foi sobre a frase da fotógrafa Susan Meiselas, “Você pode ter seu trabalho comercial, pagar suas contas e patrocinar seu trabalho pessoal, mas você pode fazer do seu trabalho comercial ter uma linguagem artístico e documental. Um não exclui o outro”. Por isso, tenha uma narrativa visual, saiba sobre storytelling, entenda a luz, composição e passe verdade na sua fotografia. Mas tenha sempre em mente, “Eu fiz a melhor coisa que pude com o que eu tive naquele momento” e sempre seja gentil com você mesmo.

“Você precisa saber qual é a sua zona de conforto primeiro, e então você poderá sair dela por si só e tentar isso.” – David Alan Harvey

Na fotografia documental, é necessário saber se reconhecer e calar as expectativas, apenas pegue a câmera e fotografe. “O mundo está cheio de boas ideias, o que está faltando no mundo é boas ideias levadas à conclusão” por isso, façam alguma coisa.

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Texto: Débora Agostini